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23 de dez. de 2025

DIY | Furoshiki de Natal



2025 quaaaase no fim, como esse ano voou!

É furoshikilovers, já estamos nos despedindo de 2025 para dar as boas vindas para o ano de 2026.

No caminho do furoshiki, conheci uma comunidade chamado Gohan com Feijão que foi idealizado pelo Jhonny Kobayashi. O Gohan com Feijão é uma mistura cultural onde o Gohan (arroz) são os isseis e descendentes do Japão, o Feijão são os não descendentes mas que possuem em sua alma, uma forte conexão com a cultura do Japão e dessa mistura a comunidade se conecta onde cada um possuí na sua essência o Japão dentro de si.


O instagram é: @gohancomfeijao

Cada participante da comunidade compartilha a sua história que está conectado com a cultura do Japão.

Nesse ano celebramos o tema "Ancestralidade", pela dinâmica conduzida pelo Ivan da Torii (@torii.escrita) cada grupo compartilhou sua história e o outro descreveu de maneira livre o que ressoou dentro de si. Foi muito emocionante ouvir as histórias, porque cada um se conectou com sua ancestralidade seja através da memória afetiva, memória da infância, memórias de celebrações, memórias de viagens, memórias de famílias, memórias de sabores etc...

Cada memória tem o seu valor.


A minha memória afetiva da infância é a conexão com a minha avó através do Furoshiki que continua a embalar as novas memórias.

Para o especial de Natal, segue um passo a passo para você embalar o presente.

Você irá precisar de um furoshiki, escolha um tecido especial e é claro o presente!!!

Se você curtiu, siga o perfil @ecofuroshiki

Compartilha com quem deixa para última hora... o embrulho do presente.


Desejo um FELIZ NATAL, super abençoado com muitos presentes especiais.

Furoshikilovers, nós nos encontramos em 2026.

Até lá, sayonara Sofia


crédito: Jhonny Kobayashi (edição e produção)






5 de ago. de 2025

30 ILUSTRAÇÕES KAWAII - seu livro para imprimir e colorir

 Kawaii é um termo japonês que descreve algo fofo, adorável, meigo ou charmoso. Por exemplo a tchurma da Sanrio em especial a Hello Kitty, não é kawaii?

No tsunami dos livros de colorir que tal adquirir o seu exemplar em PDF do livro de colorir kawaii?

São 30 ilustrações inspiradas nos quimonos japoneses inspirados no Japão.

Essas ilustrações foram geradas através da Inteligência Artificial, mas com a Inteligência Humana para gerar os prompts pertinenentes.

Faça uma pausa, adquira o seu exemplar!
O Universo kawaii lhe aguarda para você fazer o uso da criatividade para colorir, ou simplesmente criar novas formas de fazer o uso das ilustrações.


Escaneie o QR CODE, ou adquira pelo link:




Ative o botão OFF e ative o botão ON da criatividade japonesa. Ilustrações criadas especialmente para você que AMA o Universo KAWAII.

Arigato de coração,
Sofia Nanka Kamatani

22 de jul. de 2025

Steve Jobs: as redes sociais e a conexão - Made in Japan

 

Steve Jobs: as redes sociais e a conexão - Made in Japan

Eu não sou expert nas redes sociais, mas tento acompanhar parte das mudanças que acontecem nas redes sociais.

Se voltar um pouco no tempo, não tínhamos que nos preocupar em estar em alguma “rede” a rede era humana, planejar e juntar dinheiro para ir em busca do conhecimento em outro país ou investir para aprender em outro país, mandar cartas para saber notícias de alguém especial, encontrar para conversar, sair para assistir filmes, ir na livraria para comprar livros, ter aula particular, aprender a cozinhar seguindo um livro de receitas etc... eu posso continuar a listar mas para continuar a linha de raciocínio.

Mas hoje, você faz tudo isso e um pouco mais a partir de um aparelho celular! Vejam a velocidade do Shinkansen do trem-bala japonês!

Steve Jobs que o diga isso... apaixonado pelo Japão teve um mentor muito especial o Akio Morita da SONY, com quem aprendeu a importância da qualidade dos produtos.

E quem diria Jobs na moda? A moda de Jobs assinada pelo estilista japonês Issey Miyake, hoje é uma marca registrada que inspira e veste líderes.

Sua paixão pela arte japonesa da xilogravura conhecido como shin-hanga obras do artista Kawase Hasui tornou Jobs um colecionador e no lançamento do primeiro Macintosh da Apple a imagem da tela era uma obra da xilogravura do artista Goyo Hashiguchi , obra datado em 1920.

Ao sentir o toque da cerâmica japonesa do ceramista Shakunaga Yukio, Jobs contempla e sente a futura estética do toque arredondado para os seus produtos.

Nos momentos da necessidade do silêncio, Jobs preenchia o seu “vazio” no Jardim Ryoanji em Quioto. Jobs meditava contemplando o jardim. Visitar esse jardim é a oportunidade de encontrar respostas que estão vazias em nossos corações. Ver e não ver as 15 pedras da nossa sabedoria interior. A explicação das 15 pedras dispostas no jardim foi explicada pelo motorista de Jobs, Sr.Oshima:

“O número 15 corresponde a completude. Antigamente os meninos eram considerados adultos aos 15 anos de idade. Em japonês, uma noite de lua cheia chama-se ‘jyugoya’ — 15ª noite. A razão de não ser possível ver simultaneamente as 15 pedras é o fato de ainda sermos uma obra em andamento”. De fato, continuamos a desenhar em cada ano o vazio das nossas obras de vida.

Da influência da degustação das artes japonesas para o seu paladar refinado, Jobs apreciava a gastronomia japonesa em sua última viagem ao Japão degustou o seu sushi predileto e nobre o toro de atum. Jobs sabia que era sua última viagem ao Japão, o sushimen do Sushi Iwa cordialmente pediu para Jobs um autógrafo para a sua filha e nele Jobs assinou: “All good things”. Todas as coisas boas.

 

Todas as coisas boas chegam ao fim, da vida. Mas as coisas boas semeadas e registradas pela sabedoria da filosofia do design japonês, continuam porque os pensamentos são “passados” da geração, para uma outra geração das conexões das redes sociais.

fonte: parte do conteúdo foi extraído do Programa da TV japonesa NHK.


21 de jul. de 2025

Come ON !!! Kamon ?

 

Come ON? Kamon – os brasões japoneses

 

No Japão os brasões japoneses conhecidos como “kamon” representam os símbolos das famílias, costumo exemplificar como se fossem a representação do “sobrenome” familiar. No design definimos como “marca, símbolos ou logotipos”.

O primeiro exemplo está na capa do passaporte japonês, é o crisântemo dourado de 16 petálas que representam a Família Imperial, mas nas palestras deixei de pronunciar em japonês, porque infelizmente em japonês a flor deixa de ter a sua beleza!

Se você for curioso procure no Google tradutor.

O segundo kamon vocês devem conhecer, o símbolo da Mitsubishi do segmento automotivo é um kamon que não mudou. A composição gráfica são três losangos, originados da junção dos dois símbolos dos clãs familiares Iwasaki e Tosa, que eram representados respectivamente por três folhas de carvalho (Iwasaki) e três losangos de três camadas (Tosa).

Os símbolos do Sogo e Takashimaya são lojas de departamentos de luxo (shopping) do Japão, dentre outros que mantém o símbolo. No caso o Sogo fez a fusão com a Seibu, portanto hoje no site é utilizado somente a tipografia.

A hospitalidade japonesa da Takashimaya está na sua filosofia: o cliente em primeiro lugar e contribui para a sociedade o espírito de acreditar nas pessoas, amar as pessoas e servir as pessoas.

O símbolo da marca do molho de soja Kikkoman, que fez o redesign da tipografia é uma marca que consumo e recomendo. Não é collab! Porque o sabor é suave.

E por fim um dos símbolos do furoshiki, a arte que eu ensino e sou autora do e-book do Furoshiki. O kamon encontrei durante o desenvolvimento da pesquisa da dissertação de mestrado sobre o assunto.

Durante a pesquisa dos kamon´s no acervo que eu encontrei haviam aproximadamente 2.200 brasões, mas alguns dos brasões por falta de registro acabaram se perdendo na história do Japão.

As aplicações dos kamon´s no Japão são diversas, sejam como sinalização, nas embalagens, nos norens (cortinas de boas vindas), no setor têxtil de quimono ao furoshiki, nos materiais gráficos, nos castelos do Japão, basta ter um olhar curioso para descobrir o kamon no Japão.

No Bairro da Liberdade em São Paulo, você pode observar ao caminhar pelas ruas da Liberdade ou mesmo antes de entrar no restaurante japonês.

Kamon, é só contemplar com o seu olhar de curiosidade.

19 de jul. de 2025

Quem é a Sofia?

Segundo o IBGE (2024), no Brasil somos 212 milhões de habitantes. E nesse pontinho do mapa do Brasil, quem é a Sofia?🥰

Já passei da metade do século, aos 53 anos estou em processo de upgrade! Porque no mercado estamos com novos softwares. Atualizar é preciso para navegar no Oceano Azul.

Eu resumi bastante, kkk porque se cada ano da minha experiência de vida fosse uma peça de Lego( porque se for em dias seriam muitas peças...)🤯🫣🤣, por isso é melhor resumir em 53 peças de Lego!🤭 E mesmo assim seriam 53 itens diversos para escrever: 
🌟Quem é a Sofia!🌟

Mas... essa apresentação é um resumo do resumo! do conteúdo da Sofia.
É um mix do ziriguidum brasileiro, com os aprendizados da conexão com o design da ancestralidade japonesa.

🌸Ao colocar no liquidificador, a mistura é ter a habilidade de contemplar e encontrar o caminho do design da vida.

❣️E você está convidado para seguirmos conectados no caminho da criatividade japonesa Made in Brasil que nasce do kokoro "coração"  ❤️ da Sofia especialmente para você.

#designjaponês #criatividadejaponesa #dougu #dezengn #sofiananka #ods4 #estampajaponesa #designdeembalagemjaponesa




18 de jul. de 2025

Kawaii

Nem sempre foi kawaii. 

Na infância fui rodeada de mimos kawaii do Japão, porque todos os meus parentes moravam no Japão.

Os primeiros contatos do Universo kawaii eram os personagens da SANRIO, eu tinha o sonho de abrir uma loja da SANRIO, antes de virar esse boom no Brasil.

Mas quando eu estive no Japão pela primeira foi aos 10 anos, não foi uma viagem para turistar. 
Minha mãe nos levou porque ela foi cuidar da minha avó pós AVC. Ela não me levou no Hospital...(acho que minha mãe quis me poupar).

Durante esse tempo no Japão, frequentei a mesma escola das minhas primas, fizemos reuniões de família, brincamos muito !!!
E quando o meu tio me levou nas lojas eu tive uma overdose de kawaii, fui literalmente mimada pelos meus parentes, kkk

Se na década de 80 eu tivesse um celular, teria o registro de muitas memórias do Universo kawaii. Mas como não havia o celular as memórias ficaram registradas na caixinha do cérebro!

E das lembranças kawaii da infância, da magia do design do Japão, o repertório das estampas do furoshiki, da primeira experiência de vestir um kimono japonês com a criatividade japonesa e o tsunami da inteligência artificial, confesso que é fascinante acompanhar as mudanças do design.

E o design kawaii ?
Pergunte para o Doraemon 🤭 em breve ele responderá.


14 de jul. de 2025

Escrever ou não escrever, eis à questão?

Escrever é uma arte, principalmente quando podemos transformar através das palavras.

É fazer pausas para refletir quais palavras fazem sentido ou não, até mesmo se criam a harmonia perfeita no objetivo de transmitir a mensagem, ou mesmo cortejar com educação um convite para a reflexão.

A arte de criar o próprio repertório das palavras para expressar as ideias que estão guardadas dentro do cérebro são adquiridas no decorrer dos anos de experiências, leituras e muita overdose de imersões criativas.

Mas quando essas palavras são em outros idiomas?

Por exemplo em japonês! Tentar traduzir conceitos e ideias do design perdem o seu sentido, e nessa hora o botão do dicionário da criatividade mental é ativado! Fazer um search para conectar as palavras para formar uma frase que possam expressar o significado da palavra japonesa. Na verdade às vezes penso que uma imagem, vale mais que mil palavras! Ou seja, uma imagem conseguirá transmitir a mensagem.

Semana passada comecei a me desafiar, voltar a aprender e enriquecer o meu vocabulário japonês porque tem muitaaaaaaas palavras que eu desconheço, por falta de uso. E para ter a harmonia resolvi unir o meu hobbie de tirar fotos quando caminho de um lugar para o outro e transformar num haiku. Olha que não é fácil escrever um haiku seguindo a regra 5,7,5.

Um parênteses, um dos meus desafios hoje é registrar imagens com o celular dentro do busão, porque contemplo cenas maravilhosas, no entanto perco o timing! #chateada

Até eu tirar o celular da bolsa o busão já passou..., aí o registro fica na memória do meu cérebro. Será que algum dia no futuro haverá alguma ferramenta como um cabo USB que conecta meu cérebro ou pela frequência mental seja possível imprimir a imagem que está no cérebro? kkk

São tantas as inspirações que encontro ao caminhar e andar de busão... é um privilégio contemplar sem o estresse do motorista buzinando, ou mesmo enfrentando horas de trânsito para o deslocamento de um ponto ao outro. Ganhei tempo para ver o que eu não via antes quando estava dirigindo. E quando tenho reuniões, costumo sair com antecedência para estar presente Just in time, para respeitar e não desperdiçar o tempo do outro.

Esse hábito aqui no Brasil é complicado... atrasar uma hora é "comum", o pior é quando em tempos de celular a pessoa não liga, não envia mensagem e nem avisa pelo Whatsapp e aí, como fica Brasil?

Mas após um breve passeio e devaneio, retorno ao título do blog: Escrever ou não escrever, eis à questão?

Eu sou a favor em escrever, escolher um tema e desenvolver o texto, o pensamento, ou mesmo uma frase inspiradora, porque dessa forma aos poucos a escrita se torna fluída. A Inteligência Artificial é uma ferramenta, ela pode escrever por você, mas não se esqueça a principal fonte é você, a sua alma, as palavras que florescem da sua mente e do seu coração. Da sua mente as memórias e do seu coração os sentimentos que preenchem uma página em branco.

Em silêncio, o único som é o dedilhar no teclado do laptop.

Finalizo o texto para postar hoje e deixar o convite para você. Que tal deixar o registro das suas memórias ou inspirações?

Abra uma página em branco e comece...

Se não quiser compartilhar tá tudo certo, faça esse ritual por você.

Desejo uma excelente viagem pelo seu mundo inspirador e criativo, porque o Mundo de Sofia que não é do título do livro original do autor Jostein Gaarder, mas o Mundo da Sofia cheio de criatividade japonesa, abre a primeira página do que outros mundos em novos capítulos estão por vir.

Embalar no furoshiki a sabedoria da palavra japonesa: tsutsumu para não ser mottainai.

Sayonara, Sofia.



11 de jul. de 2025

O blog do Furoshiki no Brasil

Escrever é uma arte. 
Escrever sobre o Furoshiki é uma longa jornada de vida.

O que ressoa dentro do coração em cada um de NÓS é o chamado de cada um.

Ao escrever o e-book do Furoshiki o objetivo é deixar o legado do Furoshiki para as próximas gerações, a importância de ter a consciência ao aprender a cultura japonesa no Brasil, ou seja, a arte de educar com respeito a nossa ancestralidade, aos nossos ancestrais.

A conexão do Furoshiki faz parte da minha memória da infância.

E toda trajetória está descrita no e-book.

Mas se você é curioso e valoriza a arte fique à vontade para conhecer o conteúdo do Furoshiki, Made in Japan.

Os ensinamentos dos japoneses em relação ao Furoshiki são valores inestimáveis e traduzir para a compreensão dos brasileiros foi o desafio, afinal algumas palavras ao traduzir perdem o seu sentido.

No início o desafio foi a pronúncia, kkk difícil as pessoas acertarem a sua pronúncia, mesmo hoje durante os cursos as pessoas se perdem na sonoridade da palavra " Furoshiki", a metodologia do embrulho para os japoneses representam o respeito, quando você vai as lojas de departamento no Japão é possível contemplar a precisão e a beleza do embrulho japonês, o mesmo vale para o Furoshiki.
O nó do furoshiki é mágico e quando idealizei foi justamente para ensinar e através da metodologia facilitar o processo de assimilação seguindo o coração.

Já recebi algumas mensagens de quem fez o Curso de Furoshiki, sobre informações que circulavam no mercado, infelizmente não podemos "educar" e controlar quem não quer ser educado. Simples assim.

Mas por outro lado... quando a magia do Furoshiki encanta é difícil desencantar porque irá embalar novos sonhos, novas memórias e novas ideias que florescem na calada da madrugada com um gole do chá verde para completar o ritual do Furoshiki.

Vivemos a Era das redes sociais, ou seja, tudo ONLINE ao contemplar uma tela.

Sou da Era do papel, pesquisar era o ato de ler através da Enciclopédia, ou visitar uma biblioteca e o Google eram fichas com números datilografados. A nova geração não saberá o que é datilografar numa máquina de escrever. Eu guardo com muito carinho a minha máquina de datilografar da marca Remington. 

Todo do repertório e conhecimento adquirido são ferramentas importantes para escrever, e com a Era da Inteligência Artificial, se você não tiver o repertório necessário, é importante ter cuidado porque a IA tem os seus truques mágicos e quem tiver o repertório ao ler um texto irá perceber os possíveis "erros".

Eu já fiz o uso para testar textos, gerar imagens e vídeos e confesso que é assustador a velocidade do resultado, mas em cada um deles encontrei os bug´s. Se na graduação a IA fosse acessível, talvez não tivesse madrugado tantas noites em claro para finalizar os projetos. Por outro lado, na ausência da tecnologia aprendi conceitos, desenvolvi o meu próprio método de raciocínio no design. O repertório adquirido é a salvação nesse século onde somos metralhados de informações, lançamentos de N tecnologias. 

O que tudo isso tem conexão com o blog do Furoshiki? Tudo! Porque em cada post do blog publicado ficará o registro dos pensamentos e possibilidades do Furoshiki no Brasil.

O tsunami da criatividade japonesa permite fazer o redesign do Furoshiki para o Universo consciente, ético e exclusivo.

No Brasil onde habitam aproximadamente 212 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE 2024 o conteúdo do ecofuroshiki irá reverberar para quem sente a magia do Furoshiki no coração, porque a alma do Furoshiki como eu costumo escrever é sentir em todos os sentidos.

E você como sente o seu Furoshiki, para não ser mottainai?
Arigato de coração furoshikilovers.
Sofia (^o^)v




29 de jun. de 2025

Kamon 2008 - Imersão em Quioto para pesquisar sobre o Furoshiki

No ano de 2008 embarquei rumo ao Japão, em especial para Quioto.

Em Quioto o objetivo foi pesquisar sobre a cultura do Furoshiki, principalmente compreender a essência da cultura do embrulho têxtil, contextualizado pelos produtores de Furoshiki.

No ano de 2008 antes de embarcar para Quioto, pesquisei e enviei o e-mail para os principais lugares à serem visitados. Porque como a agenda dos japoneses são just in time, não havia possibilidade de cair de paraquedas..., ou seja, foi necessário conciliar a visita de acordo com a agenda de cada um.

Cada viagem ao Japão tem um significado especial de descobertas e conexões, na ocasião diante do repertório a conversa fluiu... numa tarde inteira o que deveria durar apenas alguns minutos.

Em especial, visitei três lugares o primeiro foi a loja Musubi - Yamada Etsuko foi quem me atendeu e durante a conversa ela comentou que eu fosse uma estudante, sem conhecimento algum sobre o Furoshiki, mas como eu já havia pesquisado durante a Bolsa de Estudo e da pesquisa para a dissertação de mestrado a troca foi muito rica dos inúmeros conceitos que continha no Furoshiki. Foi uma tarde incrível para amarrar as ideias do Furoshiki.

O segundo lugar, foi o encontro com a mestra Professora e autora Chizuko Morita, no momento quando entrei em sua sala eu me senti como uma criança num parque de diversões, haviam referências do Furoshiki, muitos livros no acervo da Professora Morita. Quando eu expliquei sobre a minha pesquisa sobre o Furoshiki, no papel de acadêmica ela fez um teste prático comigo! Ela entregou o Furoshiki nas minhas mãos e disse: faça um embrulho com o nó do furoshiki. Como uma boa aluna já havia feito a lição de casa, kkk fiz tudo certinho! Ela elogiou e também compartilhou sobre a cultura do Furoshiki.

O terceiro lugar era uma loja de Furoshiki contemporâneos, onde havia um acervo no qual não tive acesso pois estava fechado! Eu só consegui espiar pela fresta do vidro um moooonte de gavetas... segundo a atendente em cada gaveta haviam coleções de Furoshiki. Eu tentei pedir com jeitinho se havia possibilidade de visitar o acervo, mas infelizmente não deu certo! Como eu não sabia... só pude conhecer a loja, eu saí de lá arrasada. Porque a criança curiosa que habita dentro de mim estava inconformada!!! 

Ao retornar para Saitama na casa da minha tia pude visitar algumas lojas, onde haviam Furoshiki´s com outros estilos de estampas. Na cidade onde mora a minha tia que é Kawagoe ( Koedo ou Pequena Edo) o ponto turístico é caminhar pela Little Edo. 

No Japão durante o Período Edo (1603 - 1868), eu considero o Período mais divertido do design! Inclusive durante o Período Edo o Furoshiki era utilizado com frequência, porque naquele período não existiam, malas, bolsas ou mesmo sacolas. 

O furoshiki servia como ferramenta de embrulho e transporte dos objetos, ou seja através da necessidade criou-se o produto pela habilidade/sabedoria japonesa.

A comunicação visual do Furoshiki dos japoneses eram identificados pelos brasões/emblemas conhecidos como kamon, durante o Período Edo. Comerciantes e artesãos faziam o seu uso para identificar seu negócio.

Nas vestimentas como nos quimonos o kamon era utilizado para identificar o "sobrenome da família".

Nos filmes de samurais é possível identificar o uso do kamon, nas lojas tradicionais o kamon é utilizado no noren, nas confeitarias, restaurantes tradicionais incorporam o uso do kamon em todo material gráfico, lojas de departamento tradicionais mantém o mesmo kamon

Algumas empresas japonesas mantém o uso do kamon, como por exemplo a marca do molho de soja Kikkoman mantém o seu kamon, a empresa automotiva de carros Mitsubishi, a loja de departamento Takashimaya.

Mas se você tem o espírito de investigador e adora pesquisar, nas obras de Ukiyo-ê é possível contemplar universos diversos dos brasões japoneses. No quesito de significados simbólicos do Japão é um leque de informações, por isso é importante pesquisar e ter cuidado no seu uso.

Bom domingo para você, furoshikilovers.

Acompanhem as ideias, pensamentos e curiosidades da criatividade japonesa.

O design da filosofia japonesa.

Sayonara,

Sofia.💗

O design da criatividade japonesa

 O design da criatividade japonesa.

Quando escrevemos design já é um Universo enorme somado a criatividade japonesa triplica o seu conteúdo.

No design o princípio básico é atender a necessidade, resolver uma dor ou dores seguindo um briefing, pesquisa de mercado, desenvolvimento do projeto, testes e muitoooos testes antes de implementar no mercado. Fora dependendo do projeto envolve estudo de materiais, composições, leis etc...

Criatividade é contemplar além do que está presente no desafio, é conectar os pontos que estão "soltos" aleatoriamente e fazer com que faça sentido, ou melhor criar o sentido.

E por fim, uma criatividade de origem japonesa dentre inúmeros conceitos e justificativas que existem, uma que os japoneses seguem e honram é a ÉTICA, tudo tem uma origem, ou seja, nada de plagiar ou copiar o processo do raciocínio é plausível. 

Essa construção criativa dos japoneses é passada de geração a geração e são aperfeiçoadas no decorrer da história familiar. As habilidades são lapidadas e dentre muitos erros até conseguir atingir a conquista da perfeição são anos de histórias.

Os japoneses valorizam todo esse "tempo" que foi investido. Imaginem repetir o processo durante 365 dias, dia e noite durante um século? 

No ano de 2008 quando eu estive em Quioto para pesquisar sobre o Furoshiki, conheci no Nishijin Textile Center um shokunin (o artesão) expert na arte do Yuzen - técnica de tingimento à mão do quimono de seda. Ao fazer uma pausa perguntei para ele se alguém da família iria continuar o seu legado, ele respondeu super triste: eu tenho um filho, mas ele não demonstrou interesse algum porque ele disse: Pai essa profissão não dá dinheiro...eu vou passar fome. 

Esse senhor disse: de fato meu filho está certo, porque hoje em dia as pessoas já não vestem mais o quimono, criar e desenhar estampas com o computador é muito mais rápido. E são poucas as pessoas que pagam por um quimono exclusivo.

Eu lamentei pelo que ouvi, percebi e senti uma tristeza na fala do artesão porque ele teve sua época de ascensão, sucesso e prosperidade pela sua habilidade manual, no entanto decorrente da industrialização e tecnologia sua arte "perdeu" o seu valor. Por isso a criatividade japonesa contém conceitos em cada design. Cada design possuí sua história de fracassos e sucesso. Mas o que não podemos esquecer é valorizar a riqueza da cultura que nos ensinam conceitos que podem fazer a diferença no projeto do design.

Exemplo de designers japoneses que podem servir de inspirações e lições como Ikko Tanaka, Hideyuki Oka, Kazumasa Nagai, Yusaku Kamekura, Tadanori Yokoo, Shigeo Fukuda, Kenji Ekuan, Issey Miyake, Kenzo Takada, Kansai Yamamoto, Rei Kawakubo,Junko Koshino, Hanae Mori,Junko Shimada,Yohji Yamamoto dentre muitos outros nomes porque a lista é longa. 

Podemos aprender e compreender que o processo criativo, não nasceu da noite para o dia. Mas foram anos de dedicação.

Por isso o seu mérito e o seu valor.

A cultura sobre o valor imperceptível e invisível aos nossos olhos, quando muito dizem "é caro", eu pergunto à você CARO leitor(a), quais são os seus critérios para definir o valor caro ou barato sobre o design da criatividade japonesa?

Deixe nos comentários a sua resposta, eu vou adorar ler a sua opinião.

Até o próximo post.

Sayonara Sofia.



22 de mar. de 2024

World Creativity Day 10 Anos

Olá furoshikilovers, tudo bem com vocês?
2024 é o ano das transformações criativas. Não podemos seguir uma linha linear, muito pelo contrário é totalmente irregular.
Mas muitos se questionam, será que eu sou criativo? Cada um é criativo, no entanto o que difere é a experiência, repertório, vivências diversas e muitaaaaaaaa curiosidade!!!
Antes da Pandemia, quando fui desafiada pelo Lucas Foster (idealizador do World Creativity Day) não percebi o tamanho do Kinder Ovo! No momento quando aceitei em ser líder do WCD Japão - Kobe, nem cogitava conectar o Brasil e o Japão via online!!!
Pois é... isso aconteceu, e eu nunca esqueci de uma pessoa que carinhosamente apelidei de Guardião o grande Bruno, porque praticamente ele varou a noite para transmitir as lives. Foi insano kkk. Mas graças à Deus tudo fluiu como deveria SER.

E ser líder foi um aprendizado que eu vou levar pelo resto da minha vida! Por dois anos consecutivos ser condecorada pela Liderança inspiradora e revelação internacional foi incrível!!! Eu acredito na energia do semear o bem, porque a energia retorna para nós. Sempre faço de coração o que ressoa na minha alma, a energia do WCD foi um despertar e autoconhecimento criativo.
Conheci pessoas incríveis que jamais iria conhecer se não fosse o WCD.
E muitas vezes as conexões não acontecem ao acaso, lá na frente algo acontece de maneira inesperada, o Mundo dá voltas e reviravoltas.

Nosso país é milionário no quesito criatividade, e é uma pena que muitas vezes não são valorizadas, como deveriam ser. Mas sempre há um anjo da guarda. 
Valorizar a nossa Brasilidade foi uma das minhas reflexões nesse ano de 2024.
Mas.... voltando ao WCD - World Creativity Day, segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, destaca a criatividade como uma das habilidades para o futuro do trabalho.
A criatividade que foi no passado, agora está no presente e para o futuro será um presente especial, afinal a criatividade é uma força transformadora que nos permite navegar pelas incertezas do Oceano do futuro, mas com coragem, ousadia e esperança.

A criatividade é a capacidade humana de gerar ideias originais e adaptá-las em diferentes contextos.
E para você que está com falta de inspiração, RESPIRE e faça uma PAUSA!
Para navegar no Oceano da Criatividade e SER CONTAMINADO pelo VÍRUS da criatividade, porque vem aí a nova edição do World Creativity Day, comemoração de 10 anos do Brasil para o Mundo.
É tempo de oxigenar o cérebro com overdose que envolve a criatividade humana.
Haja coração e coragem para maratonar todas as séries da Criatividadeflix.

Anotem!!!
Será no dia 19,20 e 21 de abril.
Façam as suas inscrições para as atividades! 
Adicione novos ingredientes para alimentar os neurônios do seu cérebro.
💖Clique e acesse, faça a sua inscrição no link abaixo:
Inscrição para a Palestra
Espero vocês no dia 20/04 às 14:00 na FAPCOM Auditório Padre Tiago Alberion.
Até abril, arigato de coração
Sofia Nanka Kamatani